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As maiores escolas cervejeiras do mundo



Olá!

Quando não entendia nada sobre cerveja e ouvia falar sobre escolas cervejeiras eu sempre imaginei que era onde se aprendiam a fazer cerveja. Com certeza não fui o único a imaginar isso e não se preocupe, não é vergonha nenhuma hehehehe. Na verdade, tratam-se de tradições cervejeiras, pois há todo um cenário cultural que foi necessário para que se fosse desenvolvido cada estilo de cerveja nessas escolas. Nessa pequena série de quatro partes vamos dar um overview das quatro principais escolas cervejeiras oficiais para que possamos entender todo o caminho que a humanidade traçou para que aquela recita de sua cerveja favorita chegasse no seu copo. Aproveitando o embalo do post anterior, começaremos por ela: A Escola Alemã!

A Escola Alemã é uma das mais antigas tradições cervejeiras. Essa escola é bastante marcada pelo purismo da receita em utilizar somente os 4 ingredientes básicos que já fora instituída por lei. A famosa Reinheitsgebot promulgada em 1906 pelo duque da Baviera Guilherme IV. Hoje outros ingredientes são permitidos devido à regulamentação europeia, porém os alemães são bem austeros em dizer que seguir essa lei é uma garantia de qualidade. Além do purismo, outra característica que chama bastante atenção é o estilo por regionalismo. Claro que há diversos estilos por toda a Alemanha, mas algumas cidades são orgulhosas em produzir seu próprio estilo ou, ao menos, de ter sido a pioneira! Vamos dar uma checada nesse quadro abaixo (quem quiser pode até usar um mapa para ir conhecendo a geografia da Alemanha!) e fazer o dever de casa dando uma pesquisada em cada estilo? Assunto não faltará para próximos posts!

Berlim Berliner Weisse | Leipzig Göse | Munique Munich Helles | Bamberg Rauchbier | Köln Kölsh | Dortmund Export | Einbeck Bock | Dusseldorf Altbier

Cervejas típicas da Áustria (Vienna Lager) e da República Checa (Bohemian Pilsner) se enquadram na escola alemã devido à proximidade cultural entre os países ocasionada por tantas conquistas e reconquistas ao longo da história.

Para ajudar no dever de casa, vamos dar uma conferida nessas sugestões de cerveja que podemos encontrar no Palato?

Licher Original 1854 ABV 5% Essa cerveja é em homenagem à fundação da cervejaria Licher situada na região Frankfurt. É uma kellerbier, ou seja, uma lager saída diretamente do tanque de fermentação diretamente para a garrafa sem passar por um processo de filtragem. Um fato curioso é que ela passou intacta durante a Segunda Guerra Mundial e ainda supriu o exército dos Estados Unidos com suas cervejas. Possui aspecto dourado e turvo (devido à não filtragem), espuma cremosa, de amargor baixo de corpo leve e sabor adocicado.

Baden Baden Bock ABV 6,5% A palavra Bock quer literalmente dizer “bode”, porém ela veio de uma corruptela devido às diversas pronúncias dos dialetos alemães do nome da cidade Einbeck. Hoje podemos atribuir bock a “cerveja forte”. Natural de Campos do Jordão, mas feita com fidelidade ao estilo alemão, a Baden Baden Bock tem uma cor marrom, aromas que remetem a castanhas, um sabor tostado e com notas de biscoito, de corpo mais pesado essa cerveja merece uma degustação mais lenta e acompanhada de um bom petisco. Pães escuros com presunto parma podem ser uma boa pedida!

Aventinus Eisbock ABV 12% Algo curioso na cultura cervejeira alemã é que eles adoram dar uns jeitinhos para contornar a lei da pureza alemã. Normalmente para aumentar a concentração de álcool numa cerveja deve-se adicionar açúcar (algo que os belgas fazem de boas) ou mais mosto cervejeiro. Porém, tais adições podem prejudicar bastante a qualidade da cerveja por estressar demais as leveduras (o álcool é bastante tóxico para as bichinhas) então o que o esperto alemão faz? Como o ponto de fusão da água é maior que o do álcool, eles diminuem a temperatura ao ponto da cerveja começar a congelar e retiram parte do gelo (água) que se forma aumentando assim a concentração de álcool na cerveja. A Aventinus Eisbock possui uma propriedade bem aquecedora devido aos seus potentes 12% de graduação alcoólica, aromas e sabores que remetem a frutas passa (banana e ameixa) e um corpo elevadíssimo. Deguste-a em torno dos 7°C e observe como ela vai evoluindo seus aromas e sabores conforme vai esquentando no copo! Apesar do pequeno volume (330ml), é uma cerveja que você passa mais de 1h degustando!

Sobre o autor: Jayme Marden é Sommelier de cervejas formado pelo Instituto de Cervejas do Brasil (ICB-SP) em conjunto com a Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-SP) e a Association de la Sommellerie Internationale (ASI), sócio-fundador e atual membro da diretoria da Associação de Cervejeiros Caseiros e Artesanais de Alagoas (ACervA Alagoana)


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